Brasil coração de Ferro, pátria da violência.

grito361-600x482Parte da identidade do movimento espírita brasileiro é delineada pela obra “Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho”, de autoria espiritual de Humberto de Campos e psicografia de Chico Xavier, publicada em 1938. Aceitando-a ou a rejeitando, essa obra fomentou a crença de que este País é destinado a fornecer ao mundo os valores do amor, da fraternidade e da espiritualidade. Porém, quando defrontado com a realidade brasileira, há algo a ser melhor compreendido nessa obra, pois, se a narrativa de Humberto de Campos for verdadeira, a impressão é que estamos falhando.

Em primeiro lugar, o povo brasileiro é extremamente violento. Segundo o “Atlas da Violência 2016”, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), houve quase 60 mil homicídios em 2014, no Brasil, sendo 31.419 de jovens entre 15 a 29 anos. Em 10 anos, de 2004 a 2014, o crescimento foi mais de 21%, o que dá quase 143 assassinatos por dia, e faz o Brasil ter 21 das 50 cidades mais violentas do mundo.

Imersos na cultura da violência, temos a polícia que mais mata e é morta no mundo, 1234abnúmeros absurdos de violência contra a mulher, e quase 47 mil mortes no trânsito em 2014 (além do enorme contingente anual de pessoas com sequelas físicas irreversíveis, com um custo financeiro e social altíssimo).

Também temos a 4ª maior população carcerária do mundo, pulando de 232.755, em 2000, para 622.202 em 2014 (sendo 40% de presos ainda não condenados). Nas “universidades do crime”, quase metade está presa por crimes contra o patrimônio (furto, roubo, estelionato, etc.), 28% por tráfico de drogas, 13% por crimes contra a vida, e 0% por crimes contra a administração pública, como corrupção. Logo, nosso sistema judicial e policial é eficiente para agir contra certos crimes (que devem ser reprimidos), mas despreparado para alcan- çar quem vende a moralidade pública e conduz gerações inteiras à degradação intelectual, moral e material.

1234aEm segundo lugar, o Brasil ostenta a vergonhosa 8ª posição no ranking da desigualdade (perde para Namíbia, Lesoto, Botsuana, Serra Leoa, República Centro Africana, Suazilândia e Guatemala). Isso deveria nos envergonhar, mas parece agradar alguns. Afinal, foi o setor aéreo começar a ser mais frequentado, houve reclamações da perda do glamour que era viajar de avião. Foi surgir mecanismos de transferência de renda e se criou quase que uma ojeriza a programas sociais, esquecendo-se que direitos previdenciários e assistenciais de países como Suécia, França e Alemanha fariam qualquer brasileiro ficar de queixo caído. Foi começar as cotas e se levantaram oposições, sendo que a pátria do liberalismo (Estados Unidos) possui regime de cotas há décadas e boa parte de pesquisadores brasileiros só faz doutorado no exterior por causa de cotas. Bastou os trabalhadores domésticos conquistarem direitos para surgir certa indignação em pagar o mínimo para ter casa limpa, roupa passada e comida pronta.

Por aqui, falar de justiça social é quase que uma heresia e motivo de briga, inclusive entre alguns espíritas que adoram dar cesta básica ao pobre, mais como um modo de se auto vangloriar de sua própria bondade, mas torcem o nariz quando o assunto é a superação das causas que tornam alguém necessitado de cesta básica. Em terceiro, no campo político somos de dar dó e motivo de chacota internacional. De um lado, um executivo ineficiente, um legislativo corrupto e um judiciário medieval (os adjetivos são intercambiáveis). De outro lado, uma sociedade que não exige e nem sabe como exigir suas demandas, apesar de custear privilégios e super salários para uma casta de políticos e servidores públicos.

Então, o que deveria ser exigido como direito é visto como favor, e a dignidade da população é espezinhada: para ter saúde e educação de razoável qualidade, que deveria estar disponível para todos, deve-se pagar novamente, e caro. Enquanto isso, “gestores” públicos e “empresários” brincam com o dinheiro público e a cara do povo. No meio de tudo isso, cidadãos sem saber o que fazer, a quem recorrer, e que todos os dias assiste surgir mais um caso de corrupção de uma oligarquia política e econômica agindo em detrimento da imensa maioria.

Em quarto lugar, também estamos mal de consciência ambiental. É dificílimo encontrar sem-titulouma única cidade brasileira cujos rios ou praias não sejam poluídos, que tenha parques e áreas de preservação ambiental, que a destinação do lixo seja adequada e com 100% de saneamento básico (água e esgoto tratados). Somos campeões mundiais no uso de agrotóxicos e estamos longe de aproveitar nosso potencial energético eólico e solar.

Em quinto, com uma educação deficiente e aversa à leitura e ao debate, o que se vê são os discursos polarizados, rasos e odientos, onde a luta contra a opressão, pela defesa de direitos e por reconhecimento é rechaçada. O negro clamar pelo fim do racismo, o homossexual exigir respeito sobre sua sexualidade e a mulher sobre seu corpo, ou o pobre demandar seus direitos são vistos como reclamações vazias e desprovidas de sentido. O que já é óbvio no mundo desenvolvido, por aqui ainda é objeto de controvérsia.

Em sexto e último, há uma forte ofensiva contra as liberdades de informação e de pensamento, essenciais à democracia, com excessiva judicialização sobre o que as pessoas expressam, e com grandes empresas de comunicação, atreladas a interesses econômicos e políticos, que filtram e manipulam o que deve ser reproduzido.Tal enumeração não é exaustiva e não se trata do “complexo de vira-latas” do brasileiro, pois é óbvio que o Brasil possui muitas coisas boas e que a imensa maioria dos brasileiros são pessoas de bem, trabalhadoras, que lutam para ter uma vida minimamente digna e superam dificuldades mil para fazer a coisa funcionar. Um povo de criatividade ímpar e capaz de realizar grandes midiafeitos. O único “povo novo”, como afirma Darcy Ribeiro. É igualmente certo que todos os povos possuem suas idiossincrasias, problemas e dificuldades. Mas este espaço é reservado para denunciar os abusos e as mazelas de nosso tempo, especialmente as afrontas diárias à dignidade humana que fazem o Brasil ser o eterno país do futuro, mas nunca do presente. Por isso, é diante de um cenário social como o brasileiro que o espiritismo deveria ser um movimento de vanguarda, capaz de articular, na teoria e na prática, a superação de nossas misérias materiais e morais, e demonstrar ao mundo a capacidade do espiritismo em dar um sentido à regeneração.

Afinal, uma doutrina que afirma a necessidade da transformação moral do indivíduo e da sociedade, e que um de seus objetivos é reformar as instituições e contribuir para a elevação moral da Terra na hierarquia dos mundos não pode ficar alheia aos descalabros de toda ordem que este país sempre enfrentou, onde justiça social ainda é uma vaga utopia, onde a vida não vale nada e os poderes instituídos são eficientes para manter privilégios, mas ineptos para garantir direitos básicos a todos. Porém, a construção de um País melhor não passa por certas narrativas, principalmente mediúnicas e de cunho bairrista e ufanista, como a de “Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho”, de que somos destinados a realizar uma tarefa qualquer, e que, evocando a ideia do “povo escolhido”, parece mais afagar o ego de uma sociedade carente e incapaz de equacionar suas demandas políticas do que qualquer outra coisa.

Tal construção passa por uma profunda e consistente revolução educacional, cultural e moral de cunho humanístico e crítico. Mas essa revolução é o que as classes dirigentes estão menos preocupadas, não perdendo uma noite de sono com o exército de iletrados e analfabetos funcionais que são diariamente vomitados na sociedade.

transformacaoE é por isso que nunca foi tão urgente e necessária uma visão mais profunda sobre o propósito do espiritismo no mundo, recuperando sua essência transformadora, revolucionária e ativista: uma doutrina que afirma positivamente a natureza espiritual e imortal do homem, temporariamente encarnado num contexto social para chegar à perfeição e concorrer com a obra da criação, ou seja, para que nossa passagem por este planeta e país seja para elevá-los, moral e intelectualmente, na crítica às formas de sociabilidade existentes e na vivência de uma cultura ética, fraterna e espiritualizada. Há várias formas de se alcançar isso, e o movimento espírita precisa desatrelar sua pauta de ação dos movimentos religiosos, especialmente quando se usa da religião para oprimir e violentar consciências, e se mobilizar em torno da emancipação das pessoas, no enfrentamento da cultura da violência (explícita e implícita) e na construção de uma consciência social e política que enfatize a justiça, a fraternidade e a autonomia. Encarar o espiritismo desse modo é compreender a tão famosa fala de Herculano Pires, de que:


“Se os espíritas soubessem o que é o Centro Espírita, quais são realmente a sua função e a sua significação, o Espiritismo seria hoje o mais importante movimento cultural e espiritual da Terra. […] Mas o que fazemos […] é um imenso esforço de igrejificar o Espiritismo, de emparelhá-lo com as religiões decadentes e ultrapassadas, formando por toda parte núcleos místicos e portanto fanáticos, desligados da realidade imediata.”


 Por fim, alguns ainda afirmam que a obra “Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho” fala de um projeto, que não é realizado da noite para o dia. Pode ser. Mas nenhum projeto é autorrealizável. Se for verdadeiro, ele demanda que cada um assuma sua responsabilidade diante de si e do mundo. Além disso, o “projeto” do Brasil não é diferente de nenhum outro povo: a luta pela dignidade – material, moral, social e espiritual – para todos.

coracao-do-mundoEnquanto essa revolução educacional, cultural e moral não acontecer, o Brasil continuará a ser um lugar para corações de pedra, para suportar o imenso peso das lastimáveis misérias materiais, morais e afetivas produzidas por uma sociedade estruturalmente desigual, violenta, patriarcal, machista e preconceituosa, e sem perspectivas de melhorar no curto prazo. Ao menos, é o que dizem a realidade política e a dos números.

Porém, lembrem que sempre houve opressão e violência neste planeta de provas e expiações. Nossa época não é diferente de nenhuma outra, de modo que enfrentar e superar isso é tarefa de todos aqueles que almejam o melhor, e, para os espíritas em particular deve ser o seu mote e sua razão de ser. A esperança, portanto, é que o caráter vanguardista do espiritismo seja (re) assumido a partir do protagonismo que caracterizou inúmeras personalidades espíritas das primeiras horas do espiritismo. Quando esse protagonismo deixar de ser feito por iniciativas pessoais e isoladas e se tornar num movimento de massa, a tendência ao misticismo e o gosto por narrativas mediúnicas de viés semi-mítico serão naturalmente substituídos pela ação concreta na transformação de si mesmo e do mundo.

Raphael Faé Baptista é filósofo.


Matéria de Capa publicada em Setembro de 2016. Ano II Nº 21

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24 comentários em “Brasil coração de Ferro, pátria da violência.

  1. Texto interessante. Também me questiono sobre nosso papel nesta sociedade vazia e sem rumo!
    Acredito que milhões de pessoas esperavam ” um Mundo Novo ” , pois estamos em pleno século 21, mas ao contrário disto, estamos testemunhando a total decadência de nossa sociedade!
    Acredito que estamos vivenciando a Transição Planetária, e nada que possamos fazer poderia mudar o rumo dos acontecimentos! Inúmeras mensagens tem alertado aos Seres encarnados na Terra sobre a necessidade de renovação, mas também tem nos avisado sobre milhões de espíritos menos evoluídos que encarnariam neste Planeta.
    Recebo mensagens através da psicografia, e em algumas delas somos avisados de que um número muito grande de almas, tem nesta a sua última oportunidade de estar neste Planeta. São claros em afirmar que estas criaturas partirão para Planetas menos evoluídos que o nosso.
    As psicografias de Parravicini, A Transição Planetária ( Ramatís ), entre tantos outros…. quanto mais procuro, mais me questiono!
    Vivemos tempos difíceis, e muito ainda há por vir!

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  2. Quando li este artigo, me veio uma infinidade de pensamentos que sempre assolam minha consciência de ser humano e por conseguinte, de espírita. Como um espírita, especialmente o trabalhador de Casa Espírita, aquele que amolece e treme a boca quando menciona o nome de Jesus, tem paz ao defender na política partidária posições absolutamente antagônicas aos ensinamentos de Jesus. Juro que faço um esforço hercúleo para aceitar e entender mas confesso que ainda tenho dificuldade em lidar com a hipocrisia.

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  3. O nosso problema é simples de resolver, precisamos começar descer da torre de marfim e pisar no chão das misérias humanas com um projeto pedagógico espírita, aí sim, estaremos realizando a transformação para o mundo de regeneração.Assustam-me cada dia mais as estatísticas apontadas e a nossa indiferença.

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  4. Que texto!!! Uau…sem palavras e adjetivos para qualifica-lo. Dá uma esperança!

    Ps: Acho que o autor deve ser meu parente (risos) sou neta de uma Catharina Faé nascida no ES…será? !!!!

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  5. Realmente, com tantos números contra fica difícil vislumbrar uma “Pátria do Evangelho”…
    Sobretudo no país das desigualdades e injustiças sociais.
    Muito boa a reflexão em torno do perfil espírita. É comum, nas redes sociais, vermos companheiros que nas casas espiritas falam mansamente mas vomitam ódio contra os assistidos do bolsa-família, por exemplo!
    Muito lúcido esse texto. Parabéns!

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  6. Muito boa colocação. Este é um questionamento de muitos. Gostaria de recomendar que assista (se já não assistiu!) ao seminário a respeito deste livro, proferido pelo ilustre e querido juiz e palestrante Haroldo Dutra Dias, disponível no YouTube.
    Grande abraço.

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  7. Como também Haroldo Dutra falou em uma palestra .Só se for a pátria do Evangelho para receber os corações doentes oriundos de fracassadas encarnações européias. Do meu ponto de vista essa obra psicografada por Chico dá o que falar pois coloca Roustaing como o mentor espiritual do Brasil e entra em contradição com a codificação kardequiana. Chico se afastou da Feb., não sabemos o real motivo e tinham em Herculano Pires um proscrito. Vai entender.

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  8. Considere que tudo isso não é a REALIDADE. Precisamos considerar tambem que as descrições do texto, relatam vivências da dimensão onde está sendo manifestado determinados níveis de consciências em que a maioria está em um padrão evolutivo distante ou totalmente inconsciente de si mesmo, de compreender para que nasceu, e por que nasceu no Brasil. Quem já se fez essas perguntas?
    Pensar na evolução espiritual deste nível em tempo recorde de um século, para um país na dimensão do Brasil não seria querer demais?
    A transformação de si mesmo não começa de fora para dentro. Não pode vir de movimentos de massa. Isso seria violência. Todos temos ritmos e comprometimentos diferentes. Pensemos nos estão tendo a oportunidade da última hora. Será que o Brasil os acolheu sozinho?

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  9. Compreendo a angústia de todos, pois também me angustio, todavia não podemos esquecer que o Espiritismo não tem por objetivo a transformação da realidade política e tampouco da imediata modificação da paisagem social em que vivemos.O seu mote fundamental é de ajudar o homem na sua transformação moral e intelectual segundo os padrões do Cristo. E, o verdadeiro espirita, ou qualquer cidadão quando realmente evangelizado, ou ético, cônscio de suas responsabilidades perante a vida, será artífice natural da modificação para melhor da realidade social que o cerca.

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  10. Otimo texto muito preciso consiso precioso que expõe a verdade nua e crua sobre esse pobre/rico país. Apenas trocaria a palavra revolução por evolução.Não creio que o Espiritismo seja revolucionario mas sim evolucionista.

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  11. Parabéns pelo texto! Infelizmente, ontem assisti a um programa na Rede Boa Nova que me decepcionou. O expositor estava manipulando as consciências no que diz respeito ao atual cenário político.

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  12. Excelente texto!
    Sua crítica é racional e bem assertiva. A meu ver, é como você mencionou no início do texto, Humberto de Campos tem razão, e nós, não só como cidadãos brasileiros, mas do mundo, estamos falhando. Quando Allan Kardec, na pergunta 932 de O Livro dos Espíritos, questiona porque no mundo os maus dominam, os espíritos são bem claros:
    “Pela fraqueza dos bons; os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, levantarão a cabeça.”
    Interpreto esse “tímidos” como “covardes”, quando os bons deixarem de ser covardes, e realmente quiserem, a situação muda de figura. Mas é necessário que os bons sejam numerosos, laboriosos, tão críticos e racionais como o texto proposto, e que tenham coragem para levantar a cabeça e exigir seus direitos, de fato.
    A sociedade brasileira, isso inclui nós espíritas, precisa ainda desenvolver bastante senso crítico, para então, desenvolver um caráter transformador, revolucionário e ativista. E concordo que o movimento espírita tem o dever de recuperar e difundir esses valores com mais afinco e sabedoria.
    No mais, não sejamos tão severos com o Chico, ele trabalhou muito, do jeito dele, e merece nosso respeito.
    Realmente, precisamos nos mexer, e muito!

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  13. Raphael, o seu texto, a começar pelo titulo “brasil-coracao-de-ferro-patria-da-violencia”, não contribui em nada diferente do que faz todas as outras mídias de polarização no pais. Seu titulo só desperta mais ainda esse sentimento de violência que já permeia os espíritos encarnados menos evoluídos, que estão aqui para se educar com outros espíritos que podem ajudar no processo de transformação. Não entre nessa vibração. Como vc bem disse, estamos num “planeta de provas e expiações” e precisamos, e devemos contribuir para o processo evolutivo de todos. Por mais difícil que possa parecer o aqui e o agora, essa pode ser a oportunidade de que estamos precisando para mais um aprendizado nessa caminhada evolutiva.

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  14. Dizer que esse texto não tem teor político é no mínimo falta de discernimento.
    É incrível como alguns espíritas acreditam realmente que tudo se faz por milagre, os ensinamentos do Cristo são claros, não vejo em nenhum local escrito que esse ou aquele modelo político é o ideal, Cuba por exemplo seria um exemplo para esses espíritas ou talvez a Venezuela. Meu preclaros, justiça social se faz com educação de qualidade para todos e concorrência saudável, se faz com educação e instrução e não apenas com bolsas que supram a fome física mas tiram a dignidade de um Homem. Só teremos justiça social no dia que todos tenham acesso a educação e a instrução que aliás são coisas totalmente diferentes, teremos justiça social no dia que família e escola andarem juntos. Meu pai era garçom minha mãe fazia salgados para vender, eu sou engenheiro químico formado pela USP e minha irmã professora de história, também formada pela mesma universidade. Na época de escola eu e minha irmã eramos da caixa quem estou na década de sessenta sabe bem do que falando. Porém meus pais me educaram com muito sacrifício e não pouparam esforços para que eu fosse bem instruído. Menos Estado e mais vergonha na cara, acredito que bolsa deve ser dada sim mas com critérios e sem o intuito de cabresto eleitoral, políticos devem ser detidos independente de partidos, juízes devem também ser investigados, devemos ter um controle de natalidade, enfim nossa sociedade necessita com urgência ser passada a limpo e parar de empurrar a educação e a instrução de nossos jovens com a barriga.

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  15. Gostei de seu texto pois ele vem acolher muitas das minhas opiniões sobre o que venho assistindo no movimento espirita em geral. No campo das mistificações, a seara é dura. Mas, penso fraternalmente nesses amigos. Vão acordar desse pesadelo cedo ou tarde.

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